Eudo Raffael defende fim da terceirização na saúde, PM como instituição civil e transporte público gratuito; VEJA plano

  • 22/09/2026
(Foto: Reprodução)
Eudo Raffael (PCB) é candidato ao governo do Acre Reprodução/Rede Amazônica O candidato ao governo do Acre Eudo Raffael (PCB) defende uma saúde 100% estatal, transporte público gratuito e estatal, universalização do saneamento, fortalecimento da escola pública, ampliação da proteção social, reforma agrária com enfoque agroecológico e mudanças na política de segurança pública. O plano de governo para 2027 a 2030 também apresenta propostas relacionadas à democratização da comunicação, cultura, esporte e lazer, política fiscal e dívida pública. Na área fiscal, por exemplo, defende a taxação progressiva sobre grande capital, lucros, dividendos e heranças, além de uma auditoria integral da dívida pública. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Na comunicação, propõe combater monopólios midiáticos, fortalecer emissoras estatais sob controle popular, apoiar mídias comunitárias e tratar o acesso à internet e à informação como serviço público universal. Confira, nesta reportagem do g1, o que o candidato propõe para: Saúde Segurança pública Agronegócio, produção rural e meio ambiente Infraestrutura, saneamento e mobilidade Transporte público e mobilidade Reforma urbana e habitação Educação Desenvolvimento social Mulheres e combate à violência Trabalho, emprego e renda Eleições 2026: Eudo Raffael é lançado oficialmente como candidato ao governo do Acre Saúde Na área da saúde, o plano propõe um sistema 100% estatal, com a retirada da saúde da lógica de mercadoria. A proposta prevê o fim de formas de terceirização, privatização e da gestão por Organizações Sociais (OSs). O documento estabelece como prioridades a medicina preventiva e a atenção básica, considerando as especificidades da realidade amazônica. A humanização do atendimento também aparece como uma diretriz, associada à ideia de que a saúde deve ser tratada como um direito e não como mercadoria. Segurança pública Para a segurança pública, o plano propõe uma política baseada na proteção da vida e dos direitos humanos, com ações de prevenção, inclusão social e combate às desigualdades. Entre as principais propostas estão: Fortalecer a inteligência policial voltada ao combate ao crime organizado; Promover a desmilitarização da Polícia Militar; Investir em uma formação cidadã para os profissionais das forças de segurança; Ampliar o controle social sobre a segurança pública; enfrentar a violência estrutural e o racismo; Combater o encarceramento em massa. A proposta, portanto, associa segurança pública não apenas à atuação policial, mas também a políticas de prevenção, inclusão e redução das desigualdades. Agronegócio, produção rural e meio ambiente O plano apresenta uma posição crítica em relação ao modelo de agronegócio e propõe uma reforma agrária agroecológica, associada à soberania alimentar e energética. Entre as propostas estão: Pressionar pela realização da reforma agrária no Acre; Promover a divisão de latifúndios considerados improdutivos e de terras griladas pelo agronegócio predatório; Priorizar a produção coletiva e cooperativa; Direcionar a produção às necessidades da população e não à exportação de commodities; Fortalecer a agroecologia como alternativa à dependência do agronegócio; Garantir alimentação limpa e preços justos; Fortalecer o mercado interno e a produção coletiva; Investir em fontes de energia renováveis, especialmente energia solar e biomassa. Na área ambiental, o plano defende a proteção da Amazônia e relaciona o combate ao desmatamento a uma mudança no modelo de exploração dos recursos naturais. Também propõe políticas de proteção territorial e incentivo à bioeconomia, valorizando os conhecimentos tradicionais e os modos de vida das populações originárias e tradicionais. O documento rejeita a lógica dos créditos de carbono e do chamado mercado verde. Infraestrutura, saneamento e mobilidade O plano defende que a infraestrutura pública seja direcionada prioritariamente às necessidades sociais. Na área do saneamento e água tratada a proposta é manter e ampliar a estrutura pública e estatal de saneamento, abrangendo gestão, coleta e tratamento. O objetivo apresentado é universalizar o atendimento em todos os municípios e na capital. O documento também propõe: Controle público dos serviços pelos trabalhadores do setor e pelas comunidades atendidas; Criação de tarifas sociais; Garantia de qualidade técnica; Planejamento da gestão da água para enfrentar impactos climáticos; Proteção dos mananciais amazônicos contra a poluição industrial, urbana e rural. Transporte público e mobilidade A mobilidade urbana é apresentada como um direito social. O plano defende: Sistemas de transporte 100% públicos e gratuitos; Criação de uma empresa estatal de transporte rodoviário, ferroviário e fluvial; Fim das concessões para empresas privadas de transporte; Adoção da tarifa zero como meta; Integração entre áreas rurais e urbanas; Modelos de transporte sustentáveis; Redução do peso financeiro do deslocamento sobre os trabalhadores. Reforma urbana e habitação Na reforma urbana, o plano propõe combater a segregação espacial e direcionar investimentos para regiões que necessitam de serviços públicos. Entre as prioridades estão saneamento, iluminação e mobilidade. Também defende que o solo urbano cumpra sua função social e prevê a possibilidade de expropriação de imóveis ociosos para fins de interesse público. O planejamento das cidades deverá contar, segundo o documento, com a participação da população por meio de assembleias populares. Na habitação, a proposta é criar um programa estatal amplo de construção, reforma e regularização fundiária, principalmente em áreas ocupadas. O plano também defende a desapropriação de terrenos e imóveis mantidos para fins especulativos por bancos e grandes proprietários, destinando-os a políticas habitacionais e de retirada da população das ruas. A proposta inclui moradias com infraestrutura completa, integradas aos serviços públicos, com o objetivo de reduzir o déficit habitacional e garantir o acesso à casa própria sem dependência de endividamento bancário. Educação O plano apresenta a educação como instrumento de formação crítica, científica e popular, com acesso universal, permanência e qualidade em todos os níveis. Entre as principais propostas estão: Fortalecimento da escola pública; Valorização dos profissionais da educação; Gestão democrática das escolas; Formação integral dos estudantes; Articulação do ensino com a realidade social amazônica; Valorização dos saberes locais; Formação de cidadãos conscientes e capazes de participar das transformações sociais. A proposta educacional está vinculada à participação popular e à ideia de que a escola deve considerar as características sociais e culturais da população amazônica. Desenvolvimento social O plano do candidato propõe uma política de assistência social como direito de cidadania, com atuação direta do Estado e sem depender de ações assistencialistas ou de parcerias com entidades privadas. A rede de proteção social deverá atender crianças, idosos e demais pessoas em situação de vulnerabilidade, garantindo dignidade e inclusão sem discriminação. O documento também propõe integrar assistência social, saúde, segurança, dignidade e autonomia dentro de uma estrutura de seguridade social. Na área de direitos das pessoas com deficiência, o documento apresenta acessibilidade plena e inclusão das pessoas com deficiência em todas as políticas públicas. Entre os objetivos estão: Garantir autonomia e participação social; Promover igualdade de oportunidades; Assegurar acesso à educação e ao trabalho; Oferecer serviços adaptados às necessidades das pessoas com deficiência; Combater o capacitismo estrutural. Mulheres e combate à violência O documento propõe uma rede estatal de proteção às mulheres, incluindo casas-abrigo e medidas voltadas à autonomia econômica. Também defende a ampliação de creches e lavanderias públicas como forma de socializar parte do trabalho doméstico, além de ações de educação e punição dos agressores no combate ao feminicídio. Para a população LGBTQIAPN+, Eudo Raffael propõe políticas de saúde integral para a população LGBTQIAPN+, programas de empregabilidade e ações de combate à discriminação. Também prevê educação pública voltada ao respeito às diferenças, à dignidade humana e à garantia de direitos civis, sociais e econômicos. O documento defende o respeito aos territórios indígenas e das comunidades tradicionais, além do combate ao racismo. Entre os objetivos estão garantir a essas populações acesso à educação, saúde, justiça e participação nas decisões políticas, bem como igualdade de oportunidades. Trabalho, emprego e renda Embora não esteja entre as seis áreas solicitadas, o tema aparece como um dos eixos centrais do plano. O documento propõe que o Estado lidere uma industrialização sustentável, com geração de empregos dignos, fortalecimento da economia solidária e valorização dos salários. Outra proposta apresentada é a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, como forma de distribuir o trabalho disponível e combater o desemprego. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/eleicoes/2026/noticia/2026/09/22/eudo-raffael-defende-fim-da-terceirizacao-na-saude-pm-como-instituicao-civil-e-transporte-publico-gratuito-veja-plano.ghtml


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